Arquivo mensal: outubro 2010

A luta obrigatória contra o mundo inteiro

Não é show da Lady Gaga, mas a gritaria é parecida. Não é jogo do Corinthians, mas o espaço é tão reduzido quanto o das arquibancadas do Pacaembu. O calor é tão forte, quase como o de um deserto. A estação de metrô do Anhangabaú é uma arena de luta cotidiana.

É final de tarde no centro caótico de São Paulo. As pessoas se reúnem numa caminhada para a catraca da estação. Chega gente de todo lugar. O terminal bandeira fica ao lado e desembarca um mundo de gente. Do Parque Dom Pedro também surgem centenas, milhares.

Há fila. Interminável, duradoura. Fila para passar pela porta, fila para comprar bilhete, fila para sair da fila. As catracas contam as pessoas que eu já desisti de contar. Então eu vejo mais gente andando uma atrás da outra. Fila para escada rolante, fila na plataforma.

É inverno, mas as pessoas estão molhadas de tanto calor. É o tal do “calor humano” que tanto se diz. É tão quente, que ainda que estivesse nevando lá fora, aqui dentro as pessoas estariam se abanando. Azar daqueles que andam de terno. Sempre afrouxando o nó da gravata. Suor na testa, camisa enxarcada. Quem não carrega o peso do terno, ou leva caixa, mochila, pacote… Tudo aumenta a temperatura.

O bafo é quente. O único vento é o dos vagões passando. E eles passam. Vários. Um, dois, cinco. Quem consegue entrar? E se um passa direto, há revolta.

-Todo santo dia é isso. Esbraveja um dos “sardinhas na lata”.
-Amanhã vai ser igual. Respondo.
-Eu já não aguento mais.

As portas finalmente se abrem. Desta vez, em condições de entrar. A luta diária se faz, de fato. As pessoas se empurram, se espremem. Por vezes brigam. E nem sempre é apenas a luta por um lugar confortável que geralmente não surge.

Do lado de dentro do vagão é até possível cogitar a ideia que na plataforma era muito melhor. Mas a histeria já não existe mais. Agora são os fones de ouvidos. Não é todo mundo que tem e alguns gostam de compartilhar o gosto musical.

A linha é reta. Para casa. São algumas paradas, e alguns dos rivais cotidianos vão ficando pelo caminho. No entanto, a volta e os próximos duelos são certos. Já estão agendados. Serão todos amanhã. Depois também. É o masoquismo necessário do caos absurdo.

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The Answer

Quando está tudo fechado, eu infiltro.
Descubro o espaço vazio.

Meu trabalho é achar o vácuo.

Eu tenho que saber o lugar onde não há nada.
No tempo certo.
E não olhar pra lá até a hora em que a mágica acontece.

Na mão há um talento condutor.
No olho uma força.
No coração uma batida inspiradora.

E na mente, a explicação pra tudo.

Eu tenho a resposta.
Eu sou a resposta.

É o numero que eu levo na camisa.

Se está tudo fechado, eu jogo pro alto e faço cair.
Eu tenho que te achar, sozinho.

Meu trabalho é te deixar livre.

Eu tenho que saber onde você está, de olhos fechados.
E tenho que te deixar lá…
Pra te encontrar quando for a hora.

Eu tenho na mão a criatividade.
No olho a inteligência
E no coração um cerebro capaz de ler com sentimento.

A solução para as perguntas sem respostas.

Ta tudo na mão que pega fogo.

E é tudo decidido através desses cinco dedos
O corpo sente o jogo.
A mente define a estratégia.
O amor dimensiona a vontade.

A essência é a resposta.

Argumento – Comercial Matercard

O Brasil é o país do futebol. E se algum dia os especialistas das palavras cogitarem a ideia de colocar os dois substantivos no dicionário como sinônimos, eles definitivamente não estarão nenhum pouco enganados. O país se explica no esporte mais popular do mundo e o jogo de onze contra onze é capaz de representar a grande maioria da população que luta todo dia contra um rival diferente. Às vezes se perde, as vezes se ganha, mas há sempre um novo desafio a ser superado.

E se Brasil e futebol têm essa ligação tão estreita, o mesmo pode se dizer de Pelé. É. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. É, apelido. Pelé. Apenas quatro letras. Assim como é Saci, como é Boto, como é Cuca. Quase folclore. Cultura e expressão brasileira. Representação tupiniquim.

Ele é o maior de todos. O atleta do século, o homem que mais marcou gols em todos os tempos. Anotou tentos incríveis, fez jogadas que não vão sair da memória. Ele era tão genial que até quando não conseguiu sua meta fez dos erros momentos tão brilhantes e de brilhantismo tão único, que a bola balança a rede mesmo se vai para fora. Então se Pelé é o rei do futebol, de uma certa forma ele também pode usar uma coroa e se sentir reinando no Brasil.

Isso eu aprendi com meu pai. Um senhor de 60 anos de idade que, assim como boa parte de seus conterrâneos, acompanha futebol de perto. E gosta tanto que também se define através dele. É a diversão cotidiana, é a motivação para as segundas-feiras.

Meu pai viu a história acontecer ao vivo, viu de perto. Viu as primeiras conquistas brasileiras no exterior e viu o complexo de inferioridade tão comum nesta terra desaparecer chutada como uma bola que deve ser afastada. E se a pelota fosse o globo terrestre, certamente teria parado no peito de Pelé. O Brasil é o melhor do mundo. Pelo menos no futebol, ele é. E o maior de todos é brasileiro. É como se o Brasil fosse capaz de colocar para trás todo tipo de subordinação aos parâmetros de mercado e às dominações apenas com a habilidade natural que temos para driblar.

Isso eu aprendi com meu pai. Um senhor de 60 anos que me contou as glórias do país. Um senhor que me contou que Pelé se tornou famoso aos 17 anos. É! Ainda menino ele já era o melhor de todos. E com essa idade ele já fora capaz de colocar o Brasil no topo do mundo, num lugar que jamais havíamos ido. Me contou que o tempo passou, mas não pra ele. Que anos depois, o jogador foi o principal nome de um time que encantou a todos, que marcou época, entrou para a história e nos colocou novamente em outro patamar.

Pelé é tão importante que ir além de Brasil e futebol não é tão fundamental para explicá-lo. Não há outra palavra. Então é melhor que se faça silêncio. Não se precisa de mais nada para defini-lo. Sua imagem fala por si só.

E que ironia essa a do destino. Isso eu também aprendi com meu pai. Ele me ensinou que apenas a imagem é necessária para definir Pelé. Mas é justamente a foto do maior de todos que falta no álbum de figurinhas histórico da Copa de 1970 que meu pai guarda com tanto carinho na estante da sala. Todas as outras já estão lá, devidamente coladas em seus respectivos lugares, menos a do camisa 10 da Seleção Brasileira. Gerson está lá. Rivelino também. Carlos Alberto Torres ainda não tinha a taça nas mãos, mas estava lá. Felix é o único que não está de amarelo. Mas o único espaço incompleto é o de Pelé.

Bom, é época de Copa do Mundo novamente. O povo brasileiro fica oiriçado por esse motivo a cada quatro anos. Um sentimento nacionalista arrebata as pessoas. Empolgados com o evento internacional, todo mundo passa a usar as cores da bandeira. As pessoas pintam as ruas, fazem caricaturas nos muros, cortam sacos plásticos e fazem cortinas. E lá estão diversos “Pelés”. Pintados, sempre vestindo a consagrada camisa 10 amarela. É tempo de Copa do Mundo e eu recebi do meu pai o “vicio” em colecionar figurinhas.

Foi então que eu me deparei com um momento que eu jamais havia sonhado em passar. Pelé é o rei do futebol, mas ele estava ali ao meu alcance. Eu entrei, despretensiosamente, em um restaurante para almoçar e ele estava lá, sentado e conversando com um amigo. Sorriso largo e brilhante. Cativante e simples ao mesmo tempo por que é assim que ele é.

Eu paralisei por um segundo que durou uma eternidade para o meu coração. Eu posso imaginar a minha expressão de surpresa com o que tinha acabado de me acontecer. Era ele mesmo, o rei, em uma mesa comum em um restaurante qualquer. O mesmo que o meu. Não estava comendo, apenas falando com o seu acompanhante.

Eu resolvi ir até ele. Me aproximei da mesa com uma grande ideia na cabeça. Com toda a simplicidade do mundo, Pelé me permitiu sentar ao seu lado. Apontou para a cadeira e pediu que eu me sentasse e contasse sobre minha vontade. Sempre sorrindo, ele me escutou contar sobre as suas histórias contadas pelo meu pai. Ouviu tudo o que ele representa para o senhor que representa tudo para mim. Ouviu e aprovou a minha idéia balançando a cabeça positivamente. Sim, o Pelé disse “sim” ao que eu pedi.

Então eu coloquei minha mochila novamente nas costas e corri. E como corri. Foi muito e muito rápido. Atravessei tantas ruas coloridas em verde e amarelo em tão pouco tempo, que me senti o próprio Pelé deixando seus rivais para trás como ele fazia em época de Copa. Eu corri sem respirar até encontrar uma loja de artigos esportivos.

Lá estava ela. Brilhante como sempre. Tão imponente. Ela é realmente diferente. Carrega uma magia intensa que deve muito ao ilusionismo do mágico que usava a 10. Peguei uma camisa amarela daquelas que lhe vestia tão bem. Aquela mesma que o tornou o maior de todos e que fez o Brasil ser tão conhecido pela sua arte com os pés. Peguei também uma bola, a melhor amiga que ele teve durante a vida. Peguei e paguei rapidamente. Nem vi o preço. Na verdade, um momento desses não tem.

Voltei ao restaurante após correr pelo caminho. Entrei ofegante e Pelé ainda estava lá. Me esperou com toda a humildade de um verdadeiro lord. Eu ofereci o presente que havia conseguido. O rei não hesitou em vestir sua roupa de majestade. Tratou de colocar a camisa amarela e segurar a bola de maneira sorridente. Tudo o que eu precisava era uma foto, e eu havia conseguido realizar meu sonho. Mas, não apenas o meu.

Eu já tinha outra corrida para completar. Voltei para casa, com o maior sorriso do mundo e com um envelope na mão. Um envelope como são os de figurinhas de álbum de Copa do Mundo. O sinal da campainha era o que eu queria ouvir. Atrás da porta estava meu pai que me recebeu com um abraço afetuoso, como sempre. Sem suspense lhe estendi a mão e entreguei o presente.

Meu pai tirou os óculos do bolso, colocou-os nos olhos e abriu o envelope. Sorriu com a surpresa. O pacotinho premiado demorou 40 anos para sair. Mas a figurinha do maior de todos finalmente estava ali, nas mãos dele. E passou da ponta de seus dedos para o espaço vazio em seu álbum guardado com tanto carinho.

Agora não faltava mais nada. Eu dei para o meu pais o sonho dele de presente. E ganhei um abraço paterno com todo carinho do mundo. Isso tem preço? Não, não tem preço!

Qualquer cena

16/08/2010

Qualquer lugar para uma história.
Qualquer temperatura para uma história.
Qualquer som para uma história.

Mas há uma cena de glória.

Qualquer toque para um arrepio.
Qualquer calor para um arrepio.
Qualquer musica para um arrepio.

Mas há uma cena de sorriso.

Qualquer água no olho.
Qualquer brilho no olho.
Qualquer sorriso no olho.

Mas há uma cena no olho.

Qualquer linha
Qualquer rima
Qualquer soneto

Mas há uma cena de uma só palavra

E não há qualquer palavra
Não há qualquer história
Não há música, nem temperatura.
Não há qualquer sorriso e arrepio.

Por que não é em qualquer olho
Que acontece uma cena que não é qualquer.

Outros prismas

25/07/2010

É complicada luta contra o que não se sabe.
Decepção, frustração e incapacidade de vencer.
Empurra-se. Há fuga. E culpa.

Culpa que não é culpa.
Apenas incompatibilidade de prisma.

É, normalmente, um caminho recorrente para muitas pessoas.
Se acredita no quer, se enxerga apenas o que se quer ver.

Quão difícil é entender uma outra pessoa?
Quão difícil é explicar a emoção apenas com a razão.

É apenas olhar para um prisma, por fora do prisma.

Estar imune em analise às sensações não significa insensibilidade.
E isso é um caminho pouco escolhido por muitas pessoas.

Há sim verdade absoluta. Mas ela é tão rarefeita quanto a certeza que ela exista.
E em meio a tantas verdades com valores mutantes, é complicado lutar contra o que não se sabe.

Sob a mesma lua

17/07/2010

E eu fui. Fui muito alto. Tão alto que eu pude ver todas as luzes.
Sei que eu já fui mais longe. Mas não me lembro. Então eu fui longe demais.
E escolhi ser mais rápido que o Senna pra ir.

E fui. 22h49.
Não tinha mais meu pé nesse chão.
Não tinha medo, nem frio na barriga. Não tinha.

Tinha tudo pequeno e luminoso. Com espaços escuros.

Eu dormi no céu.
O que guarda a mesma lua. Em São Paulo. Em Campo Grande.
Em qualquer lugar do mundo.

Tinha vento. E frio antes da porta.
E toda luz que eu vi lá de cima, novamente
Dessa vez concentrada num lugar só.
E eu abracei.

O céu é tão azul
O sol é tão quente.
Isso me faz tão bem.

Não sei se era o sol
Ou se era o céu
Mas o brilho ficou brilhante. Mais.
Como se fosse um sorriso. Ou dois. Ou dois em um.
Ai se misturou com som de sim

Eu levei minha garoa paulistana pra tocar no chão plano de campo Grande.

Não sei se é sonho ou imaginação. Parece real.
E você dança. Com a luz que você viu.

E sei que acordei no céu.
Querendo pisar no freio do avião.

E meu pé tocou no chão.

Corinthians Grande!

01/09/2010

Tem coisa que você apenas sente.

E por mais que você busque qualquer palavra na memória, nas pesquisas, nos dicionários, tem coisa que você apenas sente. E não vai adiantar mesmo tentar encontrar. Vai tudo parecer pequeno em comparação com o tamanho e o peso disso.

Então a gente tenta pela quantidade. Escolhe logo todas as palavras. Todas as ideias possiveis e imagináveis. E o que a gente nunca havia pensado, nós copiamos. E mesmo assim, por mais que se tente, tudo ainda parece pequeno.

É por que tem coisa que você apenas sente.

E se sente por que nós somos assim. Sensíveis. E tem coisa que realmente não tem explicação. É um erro querer explicar algo que se sente. Então apenas sinta. É isso. Sentir.

São cem anos. São incontáveis histórias. São marcas imensas cravadas em histórias de pessoas que somadas as idades irão atingir muito mais do que cem anos. São milhões de histórias e marcas.

Marcas e histórias que nós apenas sentimos.

Por que somos! E eu sempre escutei dizer que o Corinthians era diferente. Eu sei que é. Mas eu vou cometer a burrice de tentar explicar isso. Por que há coisas que você apenas sente.

E é sofrimento puro! É raça pura! É luta pura! É sangue puro! É uma tradição que já dura cem anos! É uma dor que explode a cada grito de libertação, de identificação com a felicidade. É cada lágrima que fica no olho no choro feliz da emoção.

É representação do que se é na essencia mais pura! É o povo! E que me perdoe todo brasileiro (e eu sou muito), mas como diz a música “é a mais bonita das nações” É o peso de uma nação inteira. De milhões de pessoas.

É a guerra cotidiana de perder, levantar a poeira e vencer. É o abraço no desconhecido. É a dor da inferiorização. É ser gigante. É o sabor de derrotar dragões.

É a minha história! É a minha vida! É o meu amor!

E eu tenho história para contar. Eu tenho tanta coisa para lembrar! Eu tenho tanta coisa que me faz chorar. E eu me emocionaria por cem anos seguidos revendo tudo isso.

E não me importa o sonho dourado de não ter o troféu mais desejado. Eu tenho tudo isso no amor mais bonito. E o Corinthians é o mais bonito nisso tudo.

Eu aprendo, diariamente! Eu nunca desisto! Eu nunca abandono! Eu sempre acredito. Eu vou com raça! Eu vou com coração! Eu luto e como grama, se tiver que comer! Eu chuto e com gana de vencer. E se eu perder, eu brigo, mas não desisto. São os 90 minutos da minha vida por cem anos. Pela minha vida. Pela vida da minha familia.

Por que eu sou Corinthians. Corinthians grande!

É o que eu faço da minha vida. Sou Corinthians a cada momento. A cada pensamento ligeiro. Sou um gol, um carrinho, uma defesa, um passe, eu sou um soco no vento. Sou mais um grito no vento!

E não me importa se é de noite ou de dia. Se faz calor, se chove e faz frio. E nao me importa se vai ou não doer. Por que há um tipo de coisa que não se explica. Apenas se sente. O coração bate mais forte!

Cem anos! Obrigado por existir Corinthians! Obrigado do fundo do meu coração! Eu tenho todo o orgulho do mundo de ser isso. De ser parte disso. De viver isso!

Pelo Corinthians, com muito amor, até o fim!

Fura-Fila é a solução na vila Prudente

05/03/2010

Transporte

Linha expressa leva pessoas ao centro de São Paulo em quinze minutos

Pouco divulgado e, por conseqüência, pouco conhecido pela população o Expresso Tiradentes, ou “Fura-Fila” como é chamado pelas pessoas, é uma das boas opções para quem necessita do transporte público diariamente. O projeto desenvolvido pelo ex-prefeito da cidade de São Paulo, Celso Pitta, quase virou piada mas hoje atende algo em torno de dez mil pessoas por dia na linha Terminal Vila Prudente – Terminal Mercado.

O Fura-Fila funciona como um metrô. É uma via exclusiva para os ônibus híbridos e articulados que liga estações e não os pontos de ônibus tradicionais. Embora nas estações existam pontos para ultrapassagem, isso praticamente não ocorre e os veículos andam em fila com bastante espaço para trafegar. Nas estações há controle operacional e de intervalo, bilheterias e áreas de embarque.

A linha Terminal Vila Prudente – Terminal Mercado atende uma distancia de 7,4 quilômetros entre a Vila Prudente e o Mercado Municipal, com uma parada na estação Pq Dom Pedro II do metrô. São cinco estações percorridas em um intervalo médio de, aproximadamente, 15 minutos.

A grande vantagem do Expresso Tiradentes é o número de ônibus circulando. São dez carros na linha que ainda contam com mais três de apoio. Segundo o secretário responsável pelo Terminal Vila Prudente, Carlos Oliveira, o tempo oficial de intervalo entre um ônibus e outro é de quatro minutos. Para o aposentado Paulo Henrique dos Santos o serviço “é bom pois sempre que se chega aqui (Terminal Vila Prudente) há um ônibus esperando.

No entanto nem tudo funciona plenamente na linha e há um trecho critico no sentido Vila Prudente. Para retornar ao terminal, o carro sai da via expressa após a estação do Ipiranga e precisa passar pela movimentada Avenida Ibitirama. Em dias chuvosos ou com algum acidente na região o tempo de espera aumenta consideravelmente e as filas ficam enormes. Para o estudante Marcelo Dias “este é o único problema” da linha.

Em breve, a linha de trem que liga a Vila Prudente ao centro receberá uma imensa ajuda. A região ganhará uma estação do metrô ainda no primeiro semestre de 2010. A estação Vila Prudente fará parte da linha verde que hoje liga o Sacomã à Vila Madalena, passando pela Avenida Paulista.

Lixo eletrônico é novo mal do mundo

25/03/2010

A não reciclagem de materiais desse tipo pode até causar câncer

Lixo high-tech. É assim que são chamadas as pilhas de celulares e resíduos de computadores que não funcionam mais. A questão já se tornou um problema ambiental capaz de demandar legislações especificas. Há uma preocupação com o destino desses resíduos. Se eles são ou não descartados de modo adequado.

A tecnologia facilita a vida. No entanto o vicio criado pelo útil pode acarretar problemas inclusive à saúde. Este tipo de lixo libera substancias como mercúrio e chumbo. A exposição em excesso a esses agentes pode causar doenças neurológicas e câncer, segundo Luis Augusto Bianchi, médico e professor da faculdade de medicina da Unesp de Botucatu.

Há, em São Paulo, um centro de reciclagem de lixo eletrônico. Ele garante que boa parte do material descartado seja reaproveitada. De quebra, o centro ainda impede que muitas peças que ainda possam ser utilizadas abasteçam o mercado paralelo.

No entanto, por falta de conhecimento ou por preguiça, as pessoas seguem empilhando lixo eletrônico. À medida que os anos passam e essas pilhas aumentam, percebe-se que o meio tem sido colocado em segundo plano pela própria sociedade.

Lançamento do metrô Vila Prudente pode atrasar

17/05/2010

Segunda previsão de inauguração pode ser adiada para a segundo semestre

Esperar um pouco mais. É isso que terão que fazer os cidadãos que aguardam a inauguração do metrô na Vila Prudente. A entrega da nova estação ainda não tem data definida. A previsão é que ela esteja pronta ainda no primeiro semestre. Entretanto, o metrô não assegura que o prazo estipulado será cumprido.

Mais de 400 mil pessoas aguardam pela abertura das novas estações da linha verde do metrô. Essa é a estimativa feita pela companhia de transporte coletivo. Após o lançamento das estações Vila Prudente e Tamanduateí, a expectativa é que o fluxo na linha verde dobre o valor em relação ao atual. O metrô atende 425 mil pessoas diariamente entre as estações Sacomã e Vila Madalena, passando pela Avenida Paulista. Após a inauguração das duas estações o metrô estima que o fluxo na linha supere a casa de 830 mil pessoas por dia.

A expectativa do Metrô é de que as novas estações estejam prontas ainda no primeiro semestre de 2010. No entanto, esse não é o primeiro prazo estipulado. A ideia inicial apontava para o lançamento ainda no primeiro trimestre deste ano. O metrô, através de seu departamento de marketing corporativo, explica que “os prazos não são rígidos uma vez que fatores externos influenciam no cumprimento preciso do cronograma.” Esses fatores podem adiar a entrega das estações à população para o segundo semestre.

“A entrega das estações do Metrô de São Paulo depende da conclusão bem sucedida de uma série de testes”, afirma Aluizio Gibson, gerente de comunicação e marketing da companhia metropolitana. “Estes testes são exaustivos e devem atender uma série de protocolos. Apenas quando os padrões de eficiência e segurança do metrô forem atingidos é que as estações serão entregues.”

A estação Vila Prudente do metrô fará a ligação com o monotrilho. O novo sistema de transporte coletivo irá ligar a região da Vila Prudente com a Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital. “Isso somado a construção da futura linha branca que ligará a região à Tiquatira, fará da estação Vila Prudente a maior intermodal da Zona Leste.” explica Gibson.

Embora a melhora no transporte seja evidente, a população ainda não sente os possíveis efeitos. “Eu sei que vai melhorar, mas a estação não fica pronta nunca”, é o que afirma o estudante Glauber Eduardo. “Parece que a obra emperrou. Colocaram a placa do metrô na rua e desde então não vi mais mudanças. Eu irei economizar tempo, mas por enquanto estão gastando meu dinheiro.”

Segundo o departamento de marketing corporativo do metrô o orçamento do trecho entre Alto do Ipiranga até a Vila Prudente está em torno de R$ 2,3 bilhões.