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We keep moving

Aqui estamos, você e eu, debaixo da chuva vendo nosso passado
Nos divertindo através das brincadeiras de criança na chuva.
Éramos fortes o suficiente pra empurrar o sol pro lado
E fazíamos isso a qualquer momento.
Todas as gotas de chuva não eram maiores que nossos sorrisos
E nos movíamos como bem entendíamos
Como bailarinos dribladores motivados pela alegria inspiradora de nossos corações.

Eu me lembro claramente da sensação da água nos meus pés
E o único receio que eu tinha era de um relâmpago mais forte
Mas éramos fortes o suficiente pra entortar qualquer trovão
E obviamente eles jamais atingiriam o coração
Ainda que estivéssemos todo tempo com um imã ao lado dele.
E nos movíamos incondicionalmente na mesma direção
Como bailarinos viajantes coloridos motivados pela alegria inspiradora do próprio coração.

Ainda é fácil sentir como se eu estivesse com o cabelo molhado
E como é a sensação de gota a gota ficar completamente encharcado
Eramos fortes o suficiente pra conter tudo antes que tocasse o chão
E tentávamos isso sem receio de cair
Já que o volume de água no chão nunca era maior que no coração.
E nos movíamos sempre para o mais profundo
Como mergulhadores perfurantes corajosos motivados pela alegria inspiradora de nossos próprios corações.

E não há mais nada além daquela pancada de chuva nos esperando.
Obviamente nós sabemos como é ficar sob esse imenso cinza
Temos mentes fortes o suficiente pra criar qualquer cor nisso
Há sempre tanta imaginação, mas dessa vez não.
Já que a água parece muito gelada nessa época.
Mas movemos nossas cabeças sempre para o alto.
Como crianças recebendo a infância pelo olho e pela boca motivados pela essência inspiradora de nossos próprios corações.
Eu me lembro de alguns anos atrás, na minha rua
Quando eu ficava olhando pro céu esperando que chuva viesse só pra que eu pudesse brincar com ela.
E quando ela chegava tudo o que eu poderia fazer era ir até lá.
E é improvável.
Mas eu estava procurando.
Procurando pelo brilho do sol novo.
Hoje tudo tem a mesma cor.
E é improvável
Mas sinto como se estivesse procurando
Procurando pelo brilho na chuva.

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Freestyle

O sussurro, o escuro e o silencio fazem parte do momento, fazem parte do aumento da profundidade do mundo. Fazem parte da veracidade poética dos olhos que eu inundo e que inundam os meus. E que cria no meu rosto um brilho que eu chamo de seu. Foi a lua que desceu? Ou fomos nós que subimos? Isso são as estrelas? Ou fomos nós que explodimos? E essa luz que nasceu? É o sol que apareceu? Ou só somos nós já sorrindo?

A dança

A inspiração está aqui
Por que é você que está aqui
Eu não esqueço do brilho dentro daquela luz apagada
Esta indecisão aqui
Não é só a dúvida que sempre me motiva
É por que eu não resisti ao tamanho do seu sorriso

Como eu te faço suspirar?
Eu gostaria de tentar
Eu gastaria tudo o que eu tivesse que gastar
Como eu te faço suspirar?
Eu gostaria de tentar
Eu viajaria por onde eu tivesse que viajar

Há uma coisa que eu sei e eu sempre sei
Quando eu fecho os olhos e eu fecho os olhos
Há uma coisa que eu sei quando eu fecho os olhos

Essa batida invisível está aqui
Por que é você que está aqui
Tirando sons singelos de um coração
Esta palavra está aqui
Não é apenas a criatividade que me motiva
É por que eu não resisti ao tamanho do seu sorriso

Como eu te faço dançar?
Eu gostaria de tentar
Eu falaria tudo o que eu tivesse que falar
Como eu te faço dançar?
Eu gostaria de tentar
Eu viajaria por onde eu tivesse que viajar

Há uma coisa que eu sei e eu sempre sei
Quando eu fecho os olhos e eu fecho os olhos
Há uma coisa que eu sei quando eu fecho os olhos

Você é tão bonita
Tão leve, elegante e delicada
É motivo de um juramento eterno
Você é tão bonita
Eu gosto do som sútil da sua risada
É motivo de um juramento sincero

Há uma coisa que eu sei e eu sempre sei
Quando eu fecho os olhos e eu fecho os olhos
Há uma coisa que eu sei quando eu fecho os olhos

Como eu te faço suspirar?
Eu gostaria de tentar

Lakota

Dono de um espirito guerreiro magnifico.
Somando energia de derrubar muralhas com a enregia de construir muros intransponiveis.

Inabalável vontade de vencer.

Olhos de Mestre Zen.
Olhos de Lakota

Tradicionalmente ele leva os valores por toda a vida.
Tradicionalmente ele eleva.
Se comprometeu com seus sentimentos.
Com sua força e caracteristicas.

Com os olhos de Lakota
Uma inabalável energia
Com os olhos do Mestre Zen.
Uma inabalável facilidade de ler

Tanto os olhos, quanto as situações.
E as palavras.

Ainda que em silêncio, muitas coisas são ditas.

Sem tatuagem por orgulho. Há tinta no seu coração.

Um inabalável coração lakota zen.

Célula elementar

Quando é muito tarde para estar acordado
O silêncio é barulho mais alto que se tem
O cérebro é o melhor lugar para estar mergulhado
Não é sobre sonho, é como estar zen

O eu em relação sempre elimina a solidão
Eu nunca revelo esse tipo de situação
E procuro em mim algum tipo de conversação
Quando nada bate mais alto que o coração.

Quando você está sozinho
Você não está sozinho
Há sempre alguém te ouvindo
E você sabe

O barulho do silêncio da madrugada
É só
O que eu consigo ouvir
Além de mim.

Procurando um lugar para colocar tudo dito
E é claro que não é dentro de um livro
Não quer dizer que eu me privo
De ler tudo o que eu tenho escrito

Quantas esferas você vence
Até encontrar o pessoal?
Não se misturar com uma célula maior
Não quer dizer que isso é um mal

Quando você está sozinho
Você não está sozinho
Há sempre alguém te ouvindo
E você sabe

Quantas vezes você ficar sozinho
Nunca estará sozinho
Há sempre alguém te ouvindo

In

Começou. Foi assim. Quando ela apertou o botão “sim”. Me aceitou, foi assim. E ai? Bom ai? Diz que sim. Pro meu sorrizin, safadin. Ela também ri, só sorri. Faz assim. Olha assim, de ladin. Faz que não, mas quer sim. Eu conheço esse charminho. Já vivi. Já senti. Pressenti. Caidin, já cai. Conheci. Um “oi” e ai um beijin. De cantin. É, foi sim e assim que eu senti o abracin pertadin com carinho e carinha de ursinho. Tipo assim, só gracinha. E eu deixei, não fingi, mas sou bom com isso ai. E ai? Eu já vi, cê já viu. É o comecin de coisa, não tem fim.

 

Do começo ao fim, o presente é aqui.

 

É, aprendi. Foi com Tim. A ficar tranquilin. A promessa que eu fiz, foi para mim. E eu sai do que não é assim. Quero sim, um amor bonitinho, mas assim tranquilin. Minha raiz é só isso ai. E eu sorri, só sorri de ladin. Sou assim. Só isso e mais um pouquin, como um plin já sem fim. É, eu segui, consegui. Em itaquera é assim e a lei dentro de mim é no esquema pagadin. Pé por pé, sapatin. De fininho em fininho eu sambei miudinho. Nem demorou eu cantei, explodi. Já chorei, mas sorri o comecinho de uma história sem fim.

 

Do começo aqui, o presente é aqui

 

É, agora to aqui. To afim. De escrever historin. Por num cine aqui, e estourar ganhar um bom din expondo em Holly ou Paris. É, to afim, mas se sou eu que fiz, atuo tintin por tintin. Sou vilão e já sei o comecin. Que tal um beijin deitadin? Juntin quando a noite cair, mas quetin. Devagarzin, pontinha por pontinha. Minha mão na mãozin. Meu olho no olhin, Minha boca, na boquin. Meu amor na amorzin. Faço assim. Me dá um sorrizin que eu te dou uma estrelinha. Me dá o meu fim, que eu te dou o seu fim. Meu amor é assim, e o final não tem fim e se é com o amorzin termina em três pontin… e feliz

Do começo ao fim, o presente é aqui.

 

Emptiness

Dormindo no vácuo, sem som e sem luz.
Acorda sem nada.
Hoje não tem nada.
Nada diferente.

 

Não pula da cama com nada.
Não cria. Nada diferente.
Nem ideia. Nem pensa.
Não tem pensamento.
Hoje não tem inspiração.

 

Não tem nada.
No banho não tem água.
Tem, mas não molha
Apenas renova a manhã.

 

E já que se fala tanto em outras manhãs
Essa é como eram as outras.
Com nada.
Ninguém tem rosto.
Não tem sol, nem céu.
Não tem estrela de dia.
Só um salto profundo.

 

Só tem chão de rua
Com caminho que passa da linha do horizonte.
Com caminho até o infinito e pedras pra chutar.

 

Não tem nem fone de ouvido pra acompanhar.
Sem música pra inspirar.

 

Não tem fome.
A comida passa pelo nó na garganta
Mas cai pelo buraco que fica no corpo.

 

Não tem mais certo, nem errado.
O que é verdade e mentira ficou relativo
Não há resposta (metade dela).

 

Sem voz, sem cor.

Eu não tenho mais nada para dizer.
Então eu continuo me movendo.

Continuo me movendo.

 

Dormindo no vácuo, sem som e sem luz.

Acorda sem nada.

Hoje não tem nada.

Nada diferente.

 

Não pula da cama com nada.

Não cria. Nada diferente.

Nem ideia. Nem pensa.

Não tem pensamento.

Hoje não tem inspiração.

 

Não tem nada.

No banho não tem água.

Tem, mas não molha

Apenas renova a manhã.

 

E já que se fala tanto em outras manhãs

Essa é como eram as outras.

Com nada.

Ninguém tem rosto.

Não tem sol, nem céu.

Não tem estrela de dia.

Só um salto profundo.

 

Só tem chão de rua

Com caminho que passa da linha do horizonte.

Com caminho até o infinito e pedras pra chutar.

 

Não tem nem fone de ouvido pra acompanhar.

Sem música pra inspirar.

 

Não tem fome.

A comida passa pelo nó na garganta

Mas cai pelo buraco que fica no corpo.

 

Não tem mais certo, nem errado.

O que é verdade e mentira ficou relativo

Não há resposta (metade dela).

 

Sem voz, sem cor.

Eu não tenho mais nada para dizer.

Então eu continuo me movendo.

Continuo me movendo.

Energia

Então você coloca muita energia
Sem saber se você tem mais tempo
Para tudo desta noite

Há muitos caminhos de ida
E muitos caminhos de volta
Eu não pretendo saber de todos

Então você para no meio deles

Com ou sem energia
Eu não pretendo saber de tudo
Nem que eu leia todas as linhas
Ou que escute todas as palavras

Há muitas possibilidades de futuro
Há muitas coisas pra fazer
Eu não pretendo saber de tudo

Eu não sei se é a última vez que eu gasto tanta energia
E não pretendo saber

Eu danço
Eu canto
Eu choro
Eu sorrio
Mas ninguém sabe

Todos dançam
Todos cantam
Todos choram
Todos sorriem
Mas eu não sei

Não há mais nada para saber sobre esta noite
E eu não pretendo saber

A luta obrigatória contra o mundo inteiro

Não é show da Lady Gaga, mas a gritaria é parecida. Não é jogo do Corinthians, mas o espaço é tão reduzido quanto o das arquibancadas do Pacaembu. O calor é tão forte, quase como o de um deserto. A estação de metrô do Anhangabaú é uma arena de luta cotidiana.

É final de tarde no centro caótico de São Paulo. As pessoas se reúnem numa caminhada para a catraca da estação. Chega gente de todo lugar. O terminal bandeira fica ao lado e desembarca um mundo de gente. Do Parque Dom Pedro também surgem centenas, milhares.

Há fila. Interminável, duradoura. Fila para passar pela porta, fila para comprar bilhete, fila para sair da fila. As catracas contam as pessoas que eu já desisti de contar. Então eu vejo mais gente andando uma atrás da outra. Fila para escada rolante, fila na plataforma.

É inverno, mas as pessoas estão molhadas de tanto calor. É o tal do “calor humano” que tanto se diz. É tão quente, que ainda que estivesse nevando lá fora, aqui dentro as pessoas estariam se abanando. Azar daqueles que andam de terno. Sempre afrouxando o nó da gravata. Suor na testa, camisa enxarcada. Quem não carrega o peso do terno, ou leva caixa, mochila, pacote… Tudo aumenta a temperatura.

O bafo é quente. O único vento é o dos vagões passando. E eles passam. Vários. Um, dois, cinco. Quem consegue entrar? E se um passa direto, há revolta.

-Todo santo dia é isso. Esbraveja um dos “sardinhas na lata”.
-Amanhã vai ser igual. Respondo.
-Eu já não aguento mais.

As portas finalmente se abrem. Desta vez, em condições de entrar. A luta diária se faz, de fato. As pessoas se empurram, se espremem. Por vezes brigam. E nem sempre é apenas a luta por um lugar confortável que geralmente não surge.

Do lado de dentro do vagão é até possível cogitar a ideia que na plataforma era muito melhor. Mas a histeria já não existe mais. Agora são os fones de ouvidos. Não é todo mundo que tem e alguns gostam de compartilhar o gosto musical.

A linha é reta. Para casa. São algumas paradas, e alguns dos rivais cotidianos vão ficando pelo caminho. No entanto, a volta e os próximos duelos são certos. Já estão agendados. Serão todos amanhã. Depois também. É o masoquismo necessário do caos absurdo.

The Answer

Quando está tudo fechado, eu infiltro.
Descubro o espaço vazio.

Meu trabalho é achar o vácuo.

Eu tenho que saber o lugar onde não há nada.
No tempo certo.
E não olhar pra lá até a hora em que a mágica acontece.

Na mão há um talento condutor.
No olho uma força.
No coração uma batida inspiradora.

E na mente, a explicação pra tudo.

Eu tenho a resposta.
Eu sou a resposta.

É o numero que eu levo na camisa.

Se está tudo fechado, eu jogo pro alto e faço cair.
Eu tenho que te achar, sozinho.

Meu trabalho é te deixar livre.

Eu tenho que saber onde você está, de olhos fechados.
E tenho que te deixar lá…
Pra te encontrar quando for a hora.

Eu tenho na mão a criatividade.
No olho a inteligência
E no coração um cerebro capaz de ler com sentimento.

A solução para as perguntas sem respostas.

Ta tudo na mão que pega fogo.

E é tudo decidido através desses cinco dedos
O corpo sente o jogo.
A mente define a estratégia.
O amor dimensiona a vontade.

A essência é a resposta.