Isso ai é rádio

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Os “advogados do povo” na televisão

Interação com o público-alvo é o recurso utilizado pelos apresentadores de programas policiais para conseguirem pontos importantes na briga pela audiência

Muito mais do que crimes. É disso que precisam os programas policiais da televisão brasileira. Para conseguir “sucesso” é necessário personificar a produção da comunicação em um “showman” próximo à realidade. Esse tipo de jornalismo, muitas vezes criticado pelo apelo sensacionalista, é construído através de um desenho psicológico de seu apresentador para que seja capaz de atingir os expectadores como alguém que sente os mesmos problemas cotidianos.

Para sobreviverem, os programas policiais mais populares precisam, obviamente, da matéria-prima crime. Sejam violentos ou não, o Brasil apresenta altas taxas. Não por acaso, o país aparece muito distante das primeiras posições em pesquisas dos locais mais pacíficos do mundo.

Isto posto, cria-se um cenário ideal para que os programas policiais consigam espaço midiático. No entanto, não é apenas isso. Os apresentadores são boa parte da explicação para o sucesso de ibope de alguns deles. Os ataques histéricos, os chiliques nervosos tornam-se padrões de personalidade de revolta contra as políticas de segurança pública.

No começo da última década, esse tipo de produção mais popular, por vezes até sensacionalista, além de outros programas também com estilos mais sociais alcançaram outro patamar. Os índices de audiência atingidos por Ratinho, Datena, Marcelo Rezende, entre outros, fizeram com que as grades televisivas permitissem mais espaço para a programação dessa linhagem.

As estrelas desse tipo de show midiático, muitas vezes quase atores humorísticos, fazem o papel estereotipado de defensores públicos. Isso porque mostram diariamente os mais diversos problemas que a sociedade enfrenta. Por conta disso, a infiltração desse tipo de programação é muito maior em áreas com situações mais precárias de segurança, saúde, educação, entre outros.

Para conseguir retorno de audiência, esse tipo de programa se utiliza dos conceitos de Interação Parassocial. Ou seja, é estabelecido um vínculo entre a figura midiática do apresentador e os expectadores. Eles conseguem isso se mantendo como “pessoas reais” que também são afetadas pelos problemas apresentados e pela revolta demonstrada.

Outro recurso importante utilizado por pelos programas policiais é a linguagem. Jargões como “me ajuda aqui”, “aqui tem café no bule” ou “o povo na TV” aproximam ainda mais as pessoas desses apresentadores. Funciona quase como se fosse a voz do expectador. No entanto, esse processo deve ser entendido como proposital por parte das empresas de comunicação.

Também há a possibilidade de interação direta – não apenas virtual pela televisão – com quem vê e acompanha o programa. Isto é fazer com que o público alvo se sinta parte integrante do processo. Unidades móveis, helicópteros tornam visíveis as pessoas que se sentem à margem da sociedade. Aceitar denúncias, entrevistas também entram no processo de “aproximação” desejada pelos meios.

Logo é possível dizer que para um programa jornalístico como são os policiais, não basta apenas a produção de notícias. É necessário um estudo psicológico que seja capaz de otimizar o alcance. E eles são feitos e utilizados por “atores” que passam uma mensagem indireta de proximidade e interação com quem assiste.

A luta obrigatória contra o mundo inteiro

Não é show da Lady Gaga, mas a gritaria é parecida. Não é jogo do Corinthians, mas o espaço é tão reduzido quanto o das arquibancadas do Pacaembu. O calor é tão forte, quase como o de um deserto. A estação de metrô do Anhangabaú é uma arena de luta cotidiana.

É final de tarde no centro caótico de São Paulo. As pessoas se reúnem numa caminhada para a catraca da estação. Chega gente de todo lugar. O terminal bandeira fica ao lado e desembarca um mundo de gente. Do Parque Dom Pedro também surgem centenas, milhares.

Há fila. Interminável, duradoura. Fila para passar pela porta, fila para comprar bilhete, fila para sair da fila. As catracas contam as pessoas que eu já desisti de contar. Então eu vejo mais gente andando uma atrás da outra. Fila para escada rolante, fila na plataforma.

É inverno, mas as pessoas estão molhadas de tanto calor. É o tal do “calor humano” que tanto se diz. É tão quente, que ainda que estivesse nevando lá fora, aqui dentro as pessoas estariam se abanando. Azar daqueles que andam de terno. Sempre afrouxando o nó da gravata. Suor na testa, camisa enxarcada. Quem não carrega o peso do terno, ou leva caixa, mochila, pacote… Tudo aumenta a temperatura.

O bafo é quente. O único vento é o dos vagões passando. E eles passam. Vários. Um, dois, cinco. Quem consegue entrar? E se um passa direto, há revolta.

-Todo santo dia é isso. Esbraveja um dos “sardinhas na lata”.
-Amanhã vai ser igual. Respondo.
-Eu já não aguento mais.

As portas finalmente se abrem. Desta vez, em condições de entrar. A luta diária se faz, de fato. As pessoas se empurram, se espremem. Por vezes brigam. E nem sempre é apenas a luta por um lugar confortável que geralmente não surge.

Do lado de dentro do vagão é até possível cogitar a ideia que na plataforma era muito melhor. Mas a histeria já não existe mais. Agora são os fones de ouvidos. Não é todo mundo que tem e alguns gostam de compartilhar o gosto musical.

A linha é reta. Para casa. São algumas paradas, e alguns dos rivais cotidianos vão ficando pelo caminho. No entanto, a volta e os próximos duelos são certos. Já estão agendados. Serão todos amanhã. Depois também. É o masoquismo necessário do caos absurdo.

The Answer

Quando está tudo fechado, eu infiltro.
Descubro o espaço vazio.

Meu trabalho é achar o vácuo.

Eu tenho que saber o lugar onde não há nada.
No tempo certo.
E não olhar pra lá até a hora em que a mágica acontece.

Na mão há um talento condutor.
No olho uma força.
No coração uma batida inspiradora.

E na mente, a explicação pra tudo.

Eu tenho a resposta.
Eu sou a resposta.

É o numero que eu levo na camisa.

Se está tudo fechado, eu jogo pro alto e faço cair.
Eu tenho que te achar, sozinho.

Meu trabalho é te deixar livre.

Eu tenho que saber onde você está, de olhos fechados.
E tenho que te deixar lá…
Pra te encontrar quando for a hora.

Eu tenho na mão a criatividade.
No olho a inteligência
E no coração um cerebro capaz de ler com sentimento.

A solução para as perguntas sem respostas.

Ta tudo na mão que pega fogo.

E é tudo decidido através desses cinco dedos
O corpo sente o jogo.
A mente define a estratégia.
O amor dimensiona a vontade.

A essência é a resposta.

Argumento – Comercial Matercard

O Brasil é o país do futebol. E se algum dia os especialistas das palavras cogitarem a ideia de colocar os dois substantivos no dicionário como sinônimos, eles definitivamente não estarão nenhum pouco enganados. O país se explica no esporte mais popular do mundo e o jogo de onze contra onze é capaz de representar a grande maioria da população que luta todo dia contra um rival diferente. Às vezes se perde, as vezes se ganha, mas há sempre um novo desafio a ser superado.

E se Brasil e futebol têm essa ligação tão estreita, o mesmo pode se dizer de Pelé. É. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. É, apelido. Pelé. Apenas quatro letras. Assim como é Saci, como é Boto, como é Cuca. Quase folclore. Cultura e expressão brasileira. Representação tupiniquim.

Ele é o maior de todos. O atleta do século, o homem que mais marcou gols em todos os tempos. Anotou tentos incríveis, fez jogadas que não vão sair da memória. Ele era tão genial que até quando não conseguiu sua meta fez dos erros momentos tão brilhantes e de brilhantismo tão único, que a bola balança a rede mesmo se vai para fora. Então se Pelé é o rei do futebol, de uma certa forma ele também pode usar uma coroa e se sentir reinando no Brasil.

Isso eu aprendi com meu pai. Um senhor de 60 anos de idade que, assim como boa parte de seus conterrâneos, acompanha futebol de perto. E gosta tanto que também se define através dele. É a diversão cotidiana, é a motivação para as segundas-feiras.

Meu pai viu a história acontecer ao vivo, viu de perto. Viu as primeiras conquistas brasileiras no exterior e viu o complexo de inferioridade tão comum nesta terra desaparecer chutada como uma bola que deve ser afastada. E se a pelota fosse o globo terrestre, certamente teria parado no peito de Pelé. O Brasil é o melhor do mundo. Pelo menos no futebol, ele é. E o maior de todos é brasileiro. É como se o Brasil fosse capaz de colocar para trás todo tipo de subordinação aos parâmetros de mercado e às dominações apenas com a habilidade natural que temos para driblar.

Isso eu aprendi com meu pai. Um senhor de 60 anos que me contou as glórias do país. Um senhor que me contou que Pelé se tornou famoso aos 17 anos. É! Ainda menino ele já era o melhor de todos. E com essa idade ele já fora capaz de colocar o Brasil no topo do mundo, num lugar que jamais havíamos ido. Me contou que o tempo passou, mas não pra ele. Que anos depois, o jogador foi o principal nome de um time que encantou a todos, que marcou época, entrou para a história e nos colocou novamente em outro patamar.

Pelé é tão importante que ir além de Brasil e futebol não é tão fundamental para explicá-lo. Não há outra palavra. Então é melhor que se faça silêncio. Não se precisa de mais nada para defini-lo. Sua imagem fala por si só.

E que ironia essa a do destino. Isso eu também aprendi com meu pai. Ele me ensinou que apenas a imagem é necessária para definir Pelé. Mas é justamente a foto do maior de todos que falta no álbum de figurinhas histórico da Copa de 1970 que meu pai guarda com tanto carinho na estante da sala. Todas as outras já estão lá, devidamente coladas em seus respectivos lugares, menos a do camisa 10 da Seleção Brasileira. Gerson está lá. Rivelino também. Carlos Alberto Torres ainda não tinha a taça nas mãos, mas estava lá. Felix é o único que não está de amarelo. Mas o único espaço incompleto é o de Pelé.

Bom, é época de Copa do Mundo novamente. O povo brasileiro fica oiriçado por esse motivo a cada quatro anos. Um sentimento nacionalista arrebata as pessoas. Empolgados com o evento internacional, todo mundo passa a usar as cores da bandeira. As pessoas pintam as ruas, fazem caricaturas nos muros, cortam sacos plásticos e fazem cortinas. E lá estão diversos “Pelés”. Pintados, sempre vestindo a consagrada camisa 10 amarela. É tempo de Copa do Mundo e eu recebi do meu pai o “vicio” em colecionar figurinhas.

Foi então que eu me deparei com um momento que eu jamais havia sonhado em passar. Pelé é o rei do futebol, mas ele estava ali ao meu alcance. Eu entrei, despretensiosamente, em um restaurante para almoçar e ele estava lá, sentado e conversando com um amigo. Sorriso largo e brilhante. Cativante e simples ao mesmo tempo por que é assim que ele é.

Eu paralisei por um segundo que durou uma eternidade para o meu coração. Eu posso imaginar a minha expressão de surpresa com o que tinha acabado de me acontecer. Era ele mesmo, o rei, em uma mesa comum em um restaurante qualquer. O mesmo que o meu. Não estava comendo, apenas falando com o seu acompanhante.

Eu resolvi ir até ele. Me aproximei da mesa com uma grande ideia na cabeça. Com toda a simplicidade do mundo, Pelé me permitiu sentar ao seu lado. Apontou para a cadeira e pediu que eu me sentasse e contasse sobre minha vontade. Sempre sorrindo, ele me escutou contar sobre as suas histórias contadas pelo meu pai. Ouviu tudo o que ele representa para o senhor que representa tudo para mim. Ouviu e aprovou a minha idéia balançando a cabeça positivamente. Sim, o Pelé disse “sim” ao que eu pedi.

Então eu coloquei minha mochila novamente nas costas e corri. E como corri. Foi muito e muito rápido. Atravessei tantas ruas coloridas em verde e amarelo em tão pouco tempo, que me senti o próprio Pelé deixando seus rivais para trás como ele fazia em época de Copa. Eu corri sem respirar até encontrar uma loja de artigos esportivos.

Lá estava ela. Brilhante como sempre. Tão imponente. Ela é realmente diferente. Carrega uma magia intensa que deve muito ao ilusionismo do mágico que usava a 10. Peguei uma camisa amarela daquelas que lhe vestia tão bem. Aquela mesma que o tornou o maior de todos e que fez o Brasil ser tão conhecido pela sua arte com os pés. Peguei também uma bola, a melhor amiga que ele teve durante a vida. Peguei e paguei rapidamente. Nem vi o preço. Na verdade, um momento desses não tem.

Voltei ao restaurante após correr pelo caminho. Entrei ofegante e Pelé ainda estava lá. Me esperou com toda a humildade de um verdadeiro lord. Eu ofereci o presente que havia conseguido. O rei não hesitou em vestir sua roupa de majestade. Tratou de colocar a camisa amarela e segurar a bola de maneira sorridente. Tudo o que eu precisava era uma foto, e eu havia conseguido realizar meu sonho. Mas, não apenas o meu.

Eu já tinha outra corrida para completar. Voltei para casa, com o maior sorriso do mundo e com um envelope na mão. Um envelope como são os de figurinhas de álbum de Copa do Mundo. O sinal da campainha era o que eu queria ouvir. Atrás da porta estava meu pai que me recebeu com um abraço afetuoso, como sempre. Sem suspense lhe estendi a mão e entreguei o presente.

Meu pai tirou os óculos do bolso, colocou-os nos olhos e abriu o envelope. Sorriu com a surpresa. O pacotinho premiado demorou 40 anos para sair. Mas a figurinha do maior de todos finalmente estava ali, nas mãos dele. E passou da ponta de seus dedos para o espaço vazio em seu álbum guardado com tanto carinho.

Agora não faltava mais nada. Eu dei para o meu pais o sonho dele de presente. E ganhei um abraço paterno com todo carinho do mundo. Isso tem preço? Não, não tem preço!

Qualquer cena

16/08/2010

Qualquer lugar para uma história.
Qualquer temperatura para uma história.
Qualquer som para uma história.

Mas há uma cena de glória.

Qualquer toque para um arrepio.
Qualquer calor para um arrepio.
Qualquer musica para um arrepio.

Mas há uma cena de sorriso.

Qualquer água no olho.
Qualquer brilho no olho.
Qualquer sorriso no olho.

Mas há uma cena no olho.

Qualquer linha
Qualquer rima
Qualquer soneto

Mas há uma cena de uma só palavra

E não há qualquer palavra
Não há qualquer história
Não há música, nem temperatura.
Não há qualquer sorriso e arrepio.

Por que não é em qualquer olho
Que acontece uma cena que não é qualquer.

Outros prismas

25/07/2010

É complicada luta contra o que não se sabe.
Decepção, frustração e incapacidade de vencer.
Empurra-se. Há fuga. E culpa.

Culpa que não é culpa.
Apenas incompatibilidade de prisma.

É, normalmente, um caminho recorrente para muitas pessoas.
Se acredita no quer, se enxerga apenas o que se quer ver.

Quão difícil é entender uma outra pessoa?
Quão difícil é explicar a emoção apenas com a razão.

É apenas olhar para um prisma, por fora do prisma.

Estar imune em analise às sensações não significa insensibilidade.
E isso é um caminho pouco escolhido por muitas pessoas.

Há sim verdade absoluta. Mas ela é tão rarefeita quanto a certeza que ela exista.
E em meio a tantas verdades com valores mutantes, é complicado lutar contra o que não se sabe.

Sob a mesma lua

17/07/2010

E eu fui. Fui muito alto. Tão alto que eu pude ver todas as luzes.
Sei que eu já fui mais longe. Mas não me lembro. Então eu fui longe demais.
E escolhi ser mais rápido que o Senna pra ir.

E fui. 22h49.
Não tinha mais meu pé nesse chão.
Não tinha medo, nem frio na barriga. Não tinha.

Tinha tudo pequeno e luminoso. Com espaços escuros.

Eu dormi no céu.
O que guarda a mesma lua. Em São Paulo. Em Campo Grande.
Em qualquer lugar do mundo.

Tinha vento. E frio antes da porta.
E toda luz que eu vi lá de cima, novamente
Dessa vez concentrada num lugar só.
E eu abracei.

O céu é tão azul
O sol é tão quente.
Isso me faz tão bem.

Não sei se era o sol
Ou se era o céu
Mas o brilho ficou brilhante. Mais.
Como se fosse um sorriso. Ou dois. Ou dois em um.
Ai se misturou com som de sim

Eu levei minha garoa paulistana pra tocar no chão plano de campo Grande.

Não sei se é sonho ou imaginação. Parece real.
E você dança. Com a luz que você viu.

E sei que acordei no céu.
Querendo pisar no freio do avião.

E meu pé tocou no chão.

Corinthians Grande!

01/09/2010

Tem coisa que você apenas sente.

E por mais que você busque qualquer palavra na memória, nas pesquisas, nos dicionários, tem coisa que você apenas sente. E não vai adiantar mesmo tentar encontrar. Vai tudo parecer pequeno em comparação com o tamanho e o peso disso.

Então a gente tenta pela quantidade. Escolhe logo todas as palavras. Todas as ideias possiveis e imagináveis. E o que a gente nunca havia pensado, nós copiamos. E mesmo assim, por mais que se tente, tudo ainda parece pequeno.

É por que tem coisa que você apenas sente.

E se sente por que nós somos assim. Sensíveis. E tem coisa que realmente não tem explicação. É um erro querer explicar algo que se sente. Então apenas sinta. É isso. Sentir.

São cem anos. São incontáveis histórias. São marcas imensas cravadas em histórias de pessoas que somadas as idades irão atingir muito mais do que cem anos. São milhões de histórias e marcas.

Marcas e histórias que nós apenas sentimos.

Por que somos! E eu sempre escutei dizer que o Corinthians era diferente. Eu sei que é. Mas eu vou cometer a burrice de tentar explicar isso. Por que há coisas que você apenas sente.

E é sofrimento puro! É raça pura! É luta pura! É sangue puro! É uma tradição que já dura cem anos! É uma dor que explode a cada grito de libertação, de identificação com a felicidade. É cada lágrima que fica no olho no choro feliz da emoção.

É representação do que se é na essencia mais pura! É o povo! E que me perdoe todo brasileiro (e eu sou muito), mas como diz a música “é a mais bonita das nações” É o peso de uma nação inteira. De milhões de pessoas.

É a guerra cotidiana de perder, levantar a poeira e vencer. É o abraço no desconhecido. É a dor da inferiorização. É ser gigante. É o sabor de derrotar dragões.

É a minha história! É a minha vida! É o meu amor!

E eu tenho história para contar. Eu tenho tanta coisa para lembrar! Eu tenho tanta coisa que me faz chorar. E eu me emocionaria por cem anos seguidos revendo tudo isso.

E não me importa o sonho dourado de não ter o troféu mais desejado. Eu tenho tudo isso no amor mais bonito. E o Corinthians é o mais bonito nisso tudo.

Eu aprendo, diariamente! Eu nunca desisto! Eu nunca abandono! Eu sempre acredito. Eu vou com raça! Eu vou com coração! Eu luto e como grama, se tiver que comer! Eu chuto e com gana de vencer. E se eu perder, eu brigo, mas não desisto. São os 90 minutos da minha vida por cem anos. Pela minha vida. Pela vida da minha familia.

Por que eu sou Corinthians. Corinthians grande!

É o que eu faço da minha vida. Sou Corinthians a cada momento. A cada pensamento ligeiro. Sou um gol, um carrinho, uma defesa, um passe, eu sou um soco no vento. Sou mais um grito no vento!

E não me importa se é de noite ou de dia. Se faz calor, se chove e faz frio. E nao me importa se vai ou não doer. Por que há um tipo de coisa que não se explica. Apenas se sente. O coração bate mais forte!

Cem anos! Obrigado por existir Corinthians! Obrigado do fundo do meu coração! Eu tenho todo o orgulho do mundo de ser isso. De ser parte disso. De viver isso!

Pelo Corinthians, com muito amor, até o fim!

Fura-Fila é a solução na vila Prudente

05/03/2010

Transporte

Linha expressa leva pessoas ao centro de São Paulo em quinze minutos

Pouco divulgado e, por conseqüência, pouco conhecido pela população o Expresso Tiradentes, ou “Fura-Fila” como é chamado pelas pessoas, é uma das boas opções para quem necessita do transporte público diariamente. O projeto desenvolvido pelo ex-prefeito da cidade de São Paulo, Celso Pitta, quase virou piada mas hoje atende algo em torno de dez mil pessoas por dia na linha Terminal Vila Prudente – Terminal Mercado.

O Fura-Fila funciona como um metrô. É uma via exclusiva para os ônibus híbridos e articulados que liga estações e não os pontos de ônibus tradicionais. Embora nas estações existam pontos para ultrapassagem, isso praticamente não ocorre e os veículos andam em fila com bastante espaço para trafegar. Nas estações há controle operacional e de intervalo, bilheterias e áreas de embarque.

A linha Terminal Vila Prudente – Terminal Mercado atende uma distancia de 7,4 quilômetros entre a Vila Prudente e o Mercado Municipal, com uma parada na estação Pq Dom Pedro II do metrô. São cinco estações percorridas em um intervalo médio de, aproximadamente, 15 minutos.

A grande vantagem do Expresso Tiradentes é o número de ônibus circulando. São dez carros na linha que ainda contam com mais três de apoio. Segundo o secretário responsável pelo Terminal Vila Prudente, Carlos Oliveira, o tempo oficial de intervalo entre um ônibus e outro é de quatro minutos. Para o aposentado Paulo Henrique dos Santos o serviço “é bom pois sempre que se chega aqui (Terminal Vila Prudente) há um ônibus esperando.

No entanto nem tudo funciona plenamente na linha e há um trecho critico no sentido Vila Prudente. Para retornar ao terminal, o carro sai da via expressa após a estação do Ipiranga e precisa passar pela movimentada Avenida Ibitirama. Em dias chuvosos ou com algum acidente na região o tempo de espera aumenta consideravelmente e as filas ficam enormes. Para o estudante Marcelo Dias “este é o único problema” da linha.

Em breve, a linha de trem que liga a Vila Prudente ao centro receberá uma imensa ajuda. A região ganhará uma estação do metrô ainda no primeiro semestre de 2010. A estação Vila Prudente fará parte da linha verde que hoje liga o Sacomã à Vila Madalena, passando pela Avenida Paulista.